Thursday, 29 April 2004


Atendendo a pedidos vou 'legendar' as fotos. A primeira foto (esquerda) é a entrada do alojamento e do jardim de infância, foi uma tentativa de fustrada de fotografar a chuva de pétalas de sakura (cerejeira). A foto do meio é o meu quarto que tem menos de 8 metros quadrados (2,06 x 3,92), em frente da cama fica a porta pra varanda (eu tenho que passar por cima da cama pra sair pra varanda!). Aviso que os residentes são terminantemente proibidos de hospedar: parentes, amigos, colegas e outros seres; sob pena de serem expulsos do alojamento. É bom deixar claro que a geladeira ocupa 0,27 metros quadrados do quarto e como meus livros estão aumentando, logo vou precisar de uma estante também. Mesmo que a quantidade de livros continue a mesma, vou precisar de um rack pra colocar a TV, que está com o Phy, meu amigo vietnamita. A questão é como vou entrar no quarto depois... O muy gracioso edredon, mais o colchonete, o lençol e o travesseiro me custaram a bagatela de 11000 ienes (110 doláres). A terceira foto (direita) é o kit de sobrevivência do recém-chegado no Japão: cabides, pão e donuts, despertador, pilhas para o despertador, duas latinhas de café com leite e as caixas de lenço de papel, cada produto, menos o lenço de papel, custou 105 ienes (1 dólar), só não é preço de banana, porque meia dúzia delas por aqui custa 230 ienes, se não me engano o litro de gasolina é mais barato! Ah, tem um guarda-roupa pra pendurar os cabides, a foto foi mais pra registro histórico.

A foto do post anterior não é de cabine telefônica, microondas ou aspirador de pó, é do 'coin shower'. As fotos de hoje, agora numa vista geral, esclarecem em detalhes como é a vida de estudante no Japão. O banho custa 100 ienes e dá direito à 8 minutos. No detalhe o display de minutos; o botão de 'start' (azul) e o de 'stop' (rosa); e onde se coloca a moeda. Eu acho que alguns chineses tomam banho de balde, porque eles enchem um balde de água quente e vão pro quarto. Aliás, eles também cozinham no quarto, que também é proibido. Lá pelas 6 horas da tarde quando estou subindo pro meu quarto, sempre sinto cheiro de comida sendo preparada, outro dia tava o maior cheiro de fritura, fico imaginado como alguém consegue fritar alguma coisa dentro de um quarto minúsculo. Sim, há uma cozinha de uso comum que fica no alojamento feminino, mas quem quiser cozinhar precisa comprar panelas, pratos, garfos, etc, que são guardados no quarto. Como eu moro no segundo andar, terceiro no Japão, já desiste de cozinhar é muito trabalhoso.

Essas são as fotos de quando eu fui pra Yokohama. A primeira foto foi tirada no Parque Yamashita no meio da apresentação de um artista de rua inglês, que vestiu uma luva de borracha na cabeça pra estourá-la. A foto do meio é a vista noturna do Minato Mirai 21 tirada do outro lado da baía, e a da direita é minha amiga Tian no jardim do Aka Renga Soko.

Começaram as aulas de inglês no curso de extensão, tirando 3 alunos, inclusive eu, e o professor, todo o resto é da terceira idade. Os velhinhos nem são tão ruins assim, mas é meio estranho, tipo você estar num asilo ou hospital geriátrico. O professor é formado em matemática, uma área extremamente ligada a literatura, comunicação, etc, mas eu não posso falar muito, porque eu sou arquiteto e urbanista e faço tradução.
Em tempo, o Tomo me apresentou pra um escritório de tradução pra fazer um bico. Sei lá se vai rolar, ficaram de dar a resposta amanhã, mas é aquela velha história de sempre o orçamento não cobre o salário de um profissional. Parece que é um comercial com o cantor de J-pop Fukuyama Masaharu que tem algumas falas em português e o meu trabalho seria corrigir a pronúncia. Espero que dê certo, pois tenho que pagar, até o dia 30 de abril, 2 meses de aluguel, mais o 'entrance fee', o total é mais ou menos 150.000 mil ienes.

ouvindo: [f:fukuyama masaharu]