Tuesday, 27 April 2010

photos by hiro





Eu não sei se as fotos precisam de explicação porque vai saber o que se passa na cabeça de uma criança, mas vamos lá. Na primeira foto, ele queria tirar os raios de sol passando por entre os galhos, eu sei disso porque expliquei que não se tira foto contra o sol, pois achei que ele queria tirar uma foto da árvore, mas ele disse tirou a foto propositalmente. A foto da pérgula foi tirada quando ele estava sentado em um banco, sem maiores informações porque eu não estava prestando atenção. Bom, eu não estava botando muita fé que fosse sair alguma foto boa, mas a terceira foto até que não ficou ruim, ele ficou procurando um enquadramento e quis fazer o contraste entre o vermelho e amarelo. Na quarta eu tive que me afastar e me aproximar até dar o enquadramento que ele queria.


Saturday, 24 April 2010

untitled

Como existe ranking para tudo, são paulo foi eleita a 16ª melhor do mundo para homens viverem. Eu vivo na terceira melhor! Matéria do estado.

Tirando um cochilo, waseda.

Este mês a temperatura variou como uma montanha russa, em um dia um calor de verão, em outro um frio de inverno. Por causa do frio atípico as flores de sakura resistiram por mais tempo - tá não sobrou muito, mas a plena floração foi no começo do mês, então já está muito bom -, e eu fiquei gripado, a primeira gripe do ano.


Friday, 16 April 2010

5 perguntas para oscar niemeyer


by pedro bottino

A quarta pergunta não era necessária. É o que ele repete a pelo menos meio século!

Um dos mais renomados arquitetos brasileiros, Oscar Niemeyer, de 102 anos, respondeu por e-mail às questões a seguir

Plural – O que está projetando de mais novo?
Oscar Niemeyer – Uma escola de música, no estado de São Paulo, e um teatro voltado a espetáculos musicais, Puerto de la Música, em Rosário, na Argentina, com capacidade para 2 mil lugares.

O distanciamento temporal do projeto de Brasília faz com que o senhor tenha, hoje, qual percepção da cidade, que vai completar 50 anos na próxima quarta?
Uma cidade que continua a crescer num ritmo impossível de conter, a revelar os problemas que afligem as metrópoles modernas. Guardo, no entanto, de Brasília as melhores lembranças: recordações muito especiais de um tempo em que preponderava um ambiente de confraternização e solidariedade. Nós, arquitetos, e os operários todos iguais, experimentando os mesmos incômodos, partilhando as mesmas alegrias e preocupações.

Há uma frase atribuída ao senhor: “Estou me lixando para os clientes”. Ainda pensa assim?
Acredito que nunca tenha dito isso. É provável, até, que eu possa, num momento de mau humor, ter reclamado de algum cliente… Procuro sempre receber aqueles que se interessam em solicitar um projeto com a maior boa vontade e me empenho em atendê-los da melhor maneira possível, jamais subestimando o programa apresentado. Talvez nisso resida o sucesso do meu escritório no Rio.

Que conselhos daria aos arquitetos que ainda virão?
Aos futuros arquitetos, sobretudo aos jovens estudantes dos cursos de Arquitetura, sempre recomendo que se voltem permanentemente à leitura, em particular, à leitura dos clássicos da literatura e do pensamento filosófico e político. Essa é a melhor maneira de eles não perderem o seu interesse pelas questões mais importantes – sobretudo pela luta por um mundo mais justo e fraternal – e não ficarem presos apenas aos assuntos da profissão. É evidente que a arquitetura é importante; no entanto, mais importante do que ela é a vida e este mesmo mundo que um dia iremos transformar.

O que é a existência para o senhor, que já viu tanta coisa passar?
Uma vez respondi a uns colegas do jornal O Pasquim: a vida é mulher do lado, e seja o que Deus quiser. Essa é a mensagem que deixo para vocês, que, espero eu, não devem perder a confiança em podermos sempre fazer a vida mais solidária, o ser humano procurando compreendê-la em suas misérias e grandeza.

from plural


Thursday, 15 April 2010

living architecture


Eu acho a ideia interessante. Quando isso vai se tornar viável é outra história.


Wednesday, 14 April 2010

pixels



from onemoreproduction

It's a cool video to de-stress.


Thursday, 8 April 2010

海藻 | kaisou


from science

Achei curiosa essa descoberta dos cientistas, mas será que nikkeis brasileiros também possuem essa bactéria?

São Paulo, quinta-feira, 08 de abril de 2010
Folha de São Paulo | Ciência

Bactéria ajuda japonês a digerir sushi melhor do que ocidental
Micróbio em estômago de nipônicos permite extrair mais nutrientes de alga

RICARDO BONALUME NETO

A alga marinha que envolve o sushi pode ser igualmente saborosa para um japonês ou um ocidental. Mas o nipônico vai retirar muito mais nutrição dela do que qualquer outro ser humano. Centenas de anos de consumo de algas marinhas alteraram o organismo dos japoneses a ponto de facilitar a digestão desse ingrediente.
As responsáveis foram agora identificadas por uma equipe de pesquisadores na França: bactérias do intestino que adquiriram genes comuns em suas primas que vivem nos oceanos. Os genes são a receita para a produção de enzimas que facilitam a digestão das algas pelas bactérias -no mar ou na barriga de um japonês.
Os trilhões de bactérias presentes no intestino são os amigos mais próximos e mais úteis dos seres humanos. Como lembra o grupo de Mirjam Czjzek, da Universidade de Paris 6, em um artigo na edição de hoje da revista científica "Nature", esses micróbios suprem seus hospedeiros com energia ao usar enzimas que estes não fabricam para quebrar alimentos.

Evolução conjunta
Bactérias intestinais e humanos têm evoluído juntos, em benefício mútuo. Uma estratégia de sucesso no ecossistema do intestino é se tornar proficiente em usar os nutrientes que o hospedeiro consome.
Foi o que fez uma bactéria "esperta", a Bacteroides plebeius. Ela adquiriu genes para digerir as algas marinhas do gênero Porphyra. Nenhuma outra bactéria do mesmo gênero consegue fazer isso.
Os cientistas concluíram que a Bacteroides plebeius obteve os genes por "transferência lateral" -o empréstimo um trecho de DNA adquirido diretamente- de bactérias marinhas presentes nas algas.
O resultado é um elegante exemplo da importância de hábitos culturais na evolução biológica. As bactérias se adaptaram ao ambiente intestinal repleto de uma fonte nova de alimento. E tinha que ser no Japão. Registros indicam que as algas já eram usadas ali no século 8º. E o japonês de hoje consome 14 gramas de algas por dia, um recorde mundial.


Japanese Guts Are Made for Sushi
by Lauren Schenkman on April 7, 2010 3:54 PM

Americans don't have the guts for sushi. At least that's the implication of a new study, which finds that Japanese people harbor enzymes in their intestinal bacteria that help them digest seaweed--enzymes that North Americans lack. What's more, Japanese may have first acquired these enzymes by eating bacteria that thrive on seaweed in the open ocean.

Mirjam Czjzek didn't set out to compare cross-cultural eating habits. Instead, the chemist at the Station Biologique de Roscoff, on the coast of Brittany in France, was interested in what it takes to digest a piece of seaweed. Unlike in land plants, the carbohydrates that make up seaweed are spangled with molecules of sulfur, so special enzymes are needed to break them down.

To figure out exactly which enzymes are necessary, Czjzek and colleagues embarked on what she calls "treasure-hunting in the marine bacterial genome." The researchers focused on Zobellia galactanivorans, a marine bacterium known to munch on seaweed. The hunt turned up five genes in Z. galactanivorans that seemed to code for enzymes that could break down the particular carbohydrates found in the marine algae. When the researchers transferred these genes to another bacterium forced to eat seaweed carbohydrates, they found that two genes were particularly active.

Czjzek wondered where else these genes might be lurking. So she used a computational method known as BLAST to scan vast banks of metagenomic data—the genomes of bacteria gathered from the environment—for sequences that matched up with the two Z. galactanivorans genes. That's when the surprise came.

"They were all, except one, from marine bacteria," Czjzek says. "The one exception ... came from human gut samples." The bacterium in question is known as Bacteroides plebeius, and it has been found only in Japanese people. Wondering whether the enzymes were unique to Japanese individuals, Czjzek's team compared the microbial genomes of 13 Japanese people with those of 18 North Americans. Five of the Japanese subjects harbored the enzyme, but among the North Americans, "we didn't find a single one," says Czjzek, whose team reports its findings tomorrow in Nature.

Where would bacteria inside the human gut get ahold of a seaweed-digesting enzyme? Czjzek speculates that they could have grabbed it from bacteria that live on the seaweed. She notes, for example, that according to tax records dating back to the 8th century C.E., seaweed was used as a form of payment in Japanese society. "That shows the importance of this type of good," Czjzek says. With nori, the seaweed used to wrap sushi or wakame, a green seaweed often served in miso soup, being consumed day after day, the bacteria in the gut would have a chance to incorporate genetic material from their marine-dwelling cousins. "Traditionally, [the Japanese] eat [seaweed] raw, not sterile," says Czjzek. "This makes the contact possible."

The ability to munch on a few extra carbohydrates might have given these gut bacteria a leg up over their thousands of competitors, says Czjzek. It also may help their human hosts. Because gut bacteria can squeeze energy from carbohydrates that human enzymes can't break down, these adapted microbes might help Japanese who dine on seaweed get more nutrition from their meal than do North Americans, she says.

Scientists have thought that gut bacteria might pick up genes from other microbes, a process known as lateral gene transfer, "but there hasn't been an example this clear before," says Ruth Ley, a microbiologist at Cornell University. "I think it's the first demonstration of how people's culture has impacted the [bacteria in the] gut."

from science


Wednesday, 7 April 2010

Monday, 5 April 2010

le droit à la ville


Divulgando uma matéria que a márcia escreveu para a revista caros amigos. Não pedi autorização, mas como a márcia não tem blogue e ela apoia o direito à 'invasão' da propriedade privada, acho que não haverá problema.

O arquivo em pdf pode ser baixado aqui.


05/04/2010 | Caros Amigos

Direito à cidade: é possível unir o dividido?

Por Márcia Hirata e Renata Bessi

Todos, pobres e ricos, defendem o Direito à Cidade. O consenso está expresso e declarado tanto na Carta do Rio de Janeiro, resultado do 5º Fórum Urbano Mundial (FUM), organizado pelas Nações Unidas, quanto na Carta do 1º Fórum Social Urbano (FSU), feito paralelamente ao FUM por movimentos populares, entre os dias 22 e 26 de março, na Zona Portuária do Rio de Janeiro.

O desenrolar das atividades dos dois eventos – um frequentado principalmente por autoridades, técnicos, ONGs, intelectuais, representantes do Banco Mundial, e outro por movimentos populares, intelectuais e técnicos – evidenciou, no entanto, diferenças de concepções sobre os caminhos a seguir para alcançar o Direito à Cidade.

A representante do Banco Mundial, Zoubida Allaoua, durante a mesa de debate do FUM, “Unindo o urbano dividido: cidades inclusivas”, pregou a consonância entre as agendas social e econômica para se chegar à igualdade de Direitos. “A Agenda social não pode estar dissociada da agenda econômica”. Diante de tal afirmação, Ermínia Maricato colocou em xeque o próprio tema da quinta edição do FUM, “O Direito à Cidade: unindo o urbano dividido”.

Visão hegemônica
Para ela, existe uma visão conservadora hegemônica cujo discurso tenta agregar partes conflitantes, amenizando conflitos. “Não é verdade que podemos anexar os pobres à cidade formal”. Os conflitos existem e não podem ser camuflados, avalia. “Não é verdade que se colocarmos empresários, técnicos, movimentos populares juntos para resolver os problemas eles serão solucionados. Temos diferenças de interesse e elas precisam aparecer”.

A presidente da Fundação Rockefeller, Judith Rodin, atribuiu à urbanização não planejada as desigualdades nas cidades. Já para Antônio Garcia, da União Européia, as desigualdades estão ligadas à má gerência de governos. E para a representante do Banco Mundial, o Estado tem obrigação de corrigir as desigualdades.

A realidade mostrada pelo relatório da ONU, que aponta que as cidades brasileiras estão entre as mais desiguais do mundo, no mesmo patamar de centros urbanos de países como Colômbia, Argentina, Etiópia e Zimbábue, não se trata de uma questão apenas de governo, afirma Maricato. “A good governance, que hoje é a bola da vez, possui poder limitado de mudar questões estruturais”. Para ela, há outras correlações de forças. “Por exemplo, no caso do acesso à terra urbanizada. Muitos prefeitos estão ligados ao capital imobiliário. Temos leis e planos que não acabam mais, declarações bem intencionadas e de nada adiantam”.

Desigualdade de poder
Para o professor da Universidade de Columbia nos Estados Unidos, Peter Marcuse, entre as questões estruturais está o equilíbrio de poder na sociedade. “O que está por traz das desigualdades de renda e de consumo é a desigualdade de poder. É necessário redistribuir o poder. Não é possível empoderar os pobres sem afetar o poder dos ricos”.

Os temas abordados pelo FSU evidenciam tal desequilíbrio. Trataram da criminalização da pobreza e violências urbanas, dos megaeventos e a globalização das cidades, conflitos socioambientais nas cidades e justiça ambiental e grandes projetos e lutas em áreas centrais e portuárias.

Outra diferenciação trazida por Maricato são as interferências internacionais nas cidades brasileiras. “Estou cansada de consultor internacional vir aqui dizer o que temos que fazer”. Judith Rodin foi chamada pelo moderador da mesa, Steve Bradshaw, jornalista da BBC, a contrapor a posição de Maricato. “Pode ser que consultores internacionais tenham suas motivações, mas possuem intenção de ajudar”, retrucou.

Esta questão parece ter ecoado no debate sobre o tema “Levando adiante o Direito à Cidade”, na aplaudida fala de Rose Molokoane, da entidade “South African Urban Poor”. Para ela, quem passa pelos problemas é quem quer resolvê-lo. E pede que o governo os ouça. Os movimentos organizados, avalia Molokoane, não querem conflitos, mas sim desafiá-lo com a apresentação de projetos próprios.

Para Maricato, a sociedade civil brasileira precisa sair da letargia e encarar a realidade. No país existem cerca de 20 mil conselhos participativos, informa ela. “Todos nós estamos participando, mas estamos fragmentados. Não conseguimos sair do mesmo. Temos que reinventar a forma de discutir estas questões. Quem é governo sabe que quem muda as coisas é o povo”.

Cidade-empresa
Tendo em vista o conceito de cidade global, cunhado pela socióloga da Universidade de Chicago, Saskia Sassen – em que as cidades são conectadas em circuitos globalizados, principalmente em relação ao capital financeiro internacional - o urbanismo de mercado é um efeito que predomina em todo o mundo. “Estão nos unindo por meio das cidades transformadas em mercadoria”, afirma Marcuse.

A idéia também foi compartilhada por João Whitaker, arquiteto, urbanista e professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU/USP), e Carlos Vainer, Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano e Regional (IPPUR), que participaram da mesa “Os Megaeventos como Modelo de Desenvolvimento: efeitos e contradições”, realizada no FSU. Para Whitaker, as Olimpíadas e as Copas vêm para alavancar a política urbana mercantilizada. “Permite a canalização de capital do Estado para o capital empresarial. Tudo isso sob o disfarce do interesse público”, disse.

O próprio conceito de planejamento estratégico, criado n Harvard Business School, levado para as cidades, explica Vainer. “Elas estão submetidas aos mesmos desafios das empresas. Vemos uma competição entre territórios por investimentos. Nossas cidades estão sendo pensadas como unidades competitivas”, avalia. Neste modelo de cidade hegemônico desaparecem os espaços de diversidade e encontros.

Na agenda política
Como afirmou Maricato na abertura do FSU, os dois foruns demonstram que o urbano adentrou a “agenda política” dos debates. Harvey, por sua vez, afirma que são elas que nos permitem compreender e até transformar o momento político atual.

Para a construção da unidade do “Urbano Dividido” a ONU acabou por reunir atores sociais diversos e tiveram que ouvir, nos próprios debates por eles organizados, a negação a tal unidade, apesar do objetivo comum de atingir o “Direito à Cidade”. No entanto, não se pode negar, a organização estrutural do FUM procurou garantir a diversidade de falas. Debates de dia inteiro sobre um mesmo tema foram sistematizados em relatórios. Neles foi permitida a incorporação de questões da platéia, como comemora o Fórum Nacional de Reforma Urbana em seu sítio eletrônico. Suas sugestões estão no documento final. Por outro lado, na Plenária Geral do FSU houve resistências, por parte da coordenação do fórum, quanto a propostas de alterações estruturais de sua “Carta do Rio de Janeiro”. Ao final a carta sugerida pela coordenação do FSU foi votada e aprovada em plenário. Formou-se então uma comissão que deverá incorporar sugestões encaminhadas por e-mail.

Apesar de as bandeiras tradicionais definidas pelos movimentos populares, tais como a função social da propriedade e a gestão participativa, estarem presentes nos documentos finais dos dois fóruns, o FSU demarcou como diferença a incompatibilidade do papel do mercado na construção da cidade como um direito. Harvey esclarece tal diferença na conclusão de sua fala de abertura do FSU: “O direito à cidade é uma verdadeira luta anticapitalista e antimilitarista”. As entidades mais lembradas como representantes de tal mercado participaram ativamente do FUM. São elas Banco Mundial, BNDES e Fundação Rockefeller.

Na versão do FSU para a '”Carta do Rio de Janeiro”, os movimentos populares apresentam uma alternativa ao modelo em vigor para a concretização do “Direito à Cidade”. Na carta, os movimentos reafirmam: “Não se trata de um modelo alternativo, mas de alternativas ao modelo, numa urbanidade e num planejamento urbano insurgentes que desafiam e contrariam o mercado, ao invés de servi-lo subservientemente”.
Para Peter Marcuse, em contraposição ao mercado, é preciso ressaltar ações solidárias do cotidiano, como o professor ou a enfermeira que continuam em suas profissões apesar dos baixos salários. A avaliação foi feita à mesa do FUM “É possível uma nova cidade? Práticas e utopias”. Pode não ter sido sua intenção, mas resta como recado ao FSU de que a unidade tem que ser construída no cotidiano, e não somente a cada dois anos.

Articulação
De acordo com entidades e movimentos populares, as cidades que serão sede já estão sentindo os efeitos da Copa do Mundo de 2014 e das Olimpíadas em 2016, com remoções e despejos de moradores das áreas que receberão tais eventos.

O Centre on Housing Rights and Evictions (Cohre), em seu site, afirma que os Jogos Olímpicos deslocaram e expulsaram de suas moradias mais de dois milhões de pessoas nos últimos 20 anos. Este foi um ponto tocado por David Harvey, da City University of New York, durante a abertura do FSU. Ele lembra a atual crise na Grécia, cujas causas em parte se encontram nas dívidas contraídas nas Olimpíadas de 2004.

Desta maneira, no FSU ganhou força a articulação de uma frente de ação popular, como reação aos efeitos sociais trazidos pelos megaeventos. Na mesa que trouxe este debate, “Os megaeventos como geradores de conflitos”, Maurício Guilherme Braga, do Movimento União Popular, relembrou a articulação dos movimentos durante os jogos Pan Americanos no Rio de Janeiro, em 2007. “Conseguimos articular mais de 40 manifestações em toda a cidade”. Agora, o objetivo é fazer uma rede nacional, afirma Braga.

Ele conclama ainda os conselheiros municipais de Habitação, das cidades que serão sede de eventos, para que coloquem em pauta os impactos das obras na cidade e na vida das pessoas mais vulneráveis. No Rio de Janeiro, o prefeito Eduardo Paes já se adiantou em proibir atos e manifestações nas proximidades dos locais em que devem ocorrer a Copa do Mundo em 2014.

O plenário do FSU reunido no dia 25 de março declarou a mesma data como Dia Internacional de Luta pelo Direito à Cidade, pela Democracia e Justiça Urbanas. Também foi marcada a segunda edição do FSU para daqui a dois anos, em paralelo ao Fórum Urbano Mundial da UN-Habitat, em Bahrein.

O Fórum Urbano Mundial, organizado pela ONU, é considerado a conferência mais importante do mundo sobre as cidades. A primeira reunião aconteceu em Nairóbi, no Quênia, em 2002. Depois em Barcelona (2004), Vancouver (2006), e Nanquim (2008).

Segundo a organização do evento, o Fórum no Rio de Janeiro recebeu 21 mil inscrições. Os seis eixos estratégicos definidos para os diálogos e os temas para os debates abertos foram: "Levando Adiante o Direito à Cidade", "Unindo o Urbano Dividido: Acesso Igualitário à Moradia", "Diversidade Cultural nas Cidades", "Governança e Participação" e "Urbanização Sustentável e Inclusiva".

Available from caros amigos


Sunday, 4 April 2010

about a boy or あーあ、どうしてこうなるの!?


あーあ、どうしてこうなるの!?

peeeeace!!!

O título do post é referência ao filme de mesmo título e ao livro-presente de aniversário que dei para o meu sobrinho: 'diary of a wimpy kid: dog days', que foi traduzido para o japonês, numa tradução livre, como 'the daily of greg: why does it become like this!?'.

Hoje eu fui com meu e minha irmã para um zoológico em yokohama. Mais que passear com meu sobrinho, foi para ver como ele se comportava. Nesta semana eu conversei com minha irmã e por acaso ela comentou que ele estava tendo problemas na escola. Conhecendo minha irmã, eu sei que ela exagera muito e é preocupada demais, então não dá para saber com certeza, objetivamente, o que está acontecendo. Na primeira vez que falei com ela e o marido e pelo turbilhão de informações, o que deu para eu entender foi que ele é um garoto que causa problemas na escola, tem problemas de aprendizado (leve deficiência mental) e é reservado e tímido. O diagnóstico é dos pais e da psicóloga que eles consultaram.

Na minha opinião, o hiro, meu sobrinho, é mimado, joga videogame desde a hora que acorda até a hora que vai dormir, e é tímido, mas geralmente toda criança japonesa é tímida também.

No zoo ele agiu como uma criança normal, lia as explicações sobre os animais, o zoo é voltado para a educação infantil, quis ouvir o guia eletrônico, brincou com os animais, enfim, demonstrou interesse. Eu perguntei se ele gostava de ir à escola e ele disse que não, porque a escola é estressante, mas não quis responder o porquê. Gostar de ler ele gosta, mas parece que não sabe como escrever uma redação. Segundo a psicóloga da escola ele não interage muito com as outras crianças, prefere ficar lendo, desenhando, etc., nos intervalos. E o maior problema para mim, dentre os outros que até dá para serem resolvidos mesmo que de forma paliativa, é que parece que na escola ele está sendo vítima de "bullying", esta é uma opinião minha, baseada no que a minha irmã me contou sobre ele estar sofrendo intimidações físicas e psicológicas na escola.

Enfim, estou preocupado com o desenvolvimento físico e mental do meu sobrinho.


Thursday, 1 April 2010

japan: the strange country



06/04 | Consegui a versão em inglês do vídeo.

from ken'ichi on vimeo.

04/04 | Obs: Ambos os textos abaixo foram escritos pelo próprio autor do vídeo, somente os acréscimos entre [ ] são meus.

This is my final thesis [assignment] project. I created info-graphic, motion piece. My objective is to make Japanese people to think about that everything happening here in Japan, isn't that normal. So I created this video from foreigner's point of view, rather than Japanese people's point of view.

Both English and Japanese versions are available. [now only the japanese version is available]

By the way, please don't call me racist, because I am one of short, small eyes Japanese ;P

大学の卒業制作で制作した映像です。(日本語版)
日本で生活していると、当たり前すぎて気づかない「不思議な事実」を、海外で生活した経験も生かし、外国人の視点から統計とともに映像化しました。
笑いつつも、「なんか不思議だな」と考えてもらえれば幸いです。
日本語版と英語版を制作しました。