Tuesday, 2 November 2010

all look same?

A folha publicou hoje no caderno ciência uma matéria sobre por que os orientais parecem iguais para os ocidentais e vice-versa. Basicamente, é porque o cérebro humano não está preparado para reconhecer faces de outra etnia.

Na verdade, depois de ler o 'abstract', a pesquisa não é sobre essa 'perceptual illusion', fenômeno que já era conhecido há aproximadamente cem anos, mas sobre 'the neural mechanism underlying this high-level 'perceptual illusion'. Eu acho que a matéria está um pouco confusa para ser de ciência, por exemplo, no segundo parágrafo o repórter escreve que os pesquisadores selecionaram mais de 20 voluntários, na figura eles são 24, número correto, mas escrever que 'metade de países como a china', não é muito objetivo, mesmo porque os voluntários eram todos chineses!

Pessoalmente, eu acho que é difícil mesmo para japoneses, chineses e coreanos, identificarem-se uns aos outros, pela minha experiência quando eu estive em hong kong, macau e seul, as pessoas vinham conversar comigo na língua local, pois achavam que eu era um nativo. Tá certo que em seul eu estava usando a camisa da seleção coreana então isso induzia ao erro, mas um senhor disse que eu parecia coreano. Eu tento identificar, geralmente, não só pelos traços físicos, mas principalmente pelas roupas, corte de cabelo, maquiagem, etc., porém se a pessoa já assimilou a cultura local fica difícil, como no caso das fotos abaixo, que são pessoas com ascendência do leste asiático, mas que são de nova iorque. Resposta no final do post.






from alllokksame

Estudo explica por que ocidentais veem orientais todos "iguais"

Não, os japoneses não são todos iguais. O que acontece, mostraram agora os cientistas, é que o "software" de reconhecimento facial do cérebro tem as suas limitações, e uma delas é patinar sempre que se depara com um rosto de uma etnia diferente.

Os pesquisadores selecionaram mais de 20 voluntários, metade de Europa e metade da Ásia. Mostraram a eles faces genéricas de orientais e ocidentais. Enquanto isso, observavam a sua atividade cerebral.

Perceberam que os voluntários decoravam com facilidade rostos de gente da mesma etnia que eles. Mas quando um europeu começava a observar faces orientais, logo se perdia e já não sabia dizer se um novo rosto era inédito ou não --e vice-versa.

Ao observar o que estava acontecendo no cérebro do coitado do europeu, perdido tentando lembrar se aquele chinês não era o mesmo que já tinha aparecido lá no começo, os cientistas notaram um significativo aumento na sua atividade neural.


É como se o cérebro do voluntário estivesse exigindo mais do "processador", sendo forçado a trabalhar mais para tentar encontrar alguma forma de conseguir reconhecer aquele sujeito na tela. Fosse um computador, o cérebro estaria esquentando. Com frequência, o esfoço extra acaba sendo em vão.

Esse fenômeno é perceptível especialmente em algumas áreas do cérebro ligadas ao reconhecimento facial, como o córtex extra-estriado.

Assim, um japonês que nunca saiu do seu país, ao desembarcar, digamos, na Alemanha, vai achar todos aqueles loiros muito parecidos e se questionar como é que eles conseguem saber quem é quem no dia-a-dia.

A explicação evolutiva mais simples para esse bug cerebral passa pelo fato de que passear pelo mundo fazendo amigos é coisa recente. Por dezenas de milhares de anos, encontros com etnias diferentes eram muito raros. Só era necessário identificar gente parecida, e o cérebro se moldou para isso.

CHINATOWN

Roberto Caldara, neurocientista italiano, da Universidade de Glasgow (Escócia) e autor do trabalho publicado na revista científica "PNAS", diz que é interessante notar como esse cérebro limitado se adapta às grandes cidades cosmopolitas do presente, com gente de todo tipo nas ruas.

"Se você for europeu, mas morar, digamos, em um bairro com muitos chineses, você vai ver muitos rostos orientais todos os dias. Mas, exceto se você tiver treinado seu cérebro para reconhecê-los no nível individual, tendo vários amigos chineses e sabendo diferenciá-los, você vai continuar achando todos muito parecidos."

Isso vale, então, diz, para São Paulo: para parar de confundir orientais (e irritá-los chamando, por exemplo, coreano de japonês), é necessário se entrosar socialmente --só passear no bairro da Liberdade não adianta.

from folha

resposta: ① coreana, ② chinesa, ③ japonesa.

3 comments:

Luciana Eguti said...

Oi Cheri,
hahaha, essa reportagem causou comoção aqui no estúdio. Acho que no fim das contas mais do que conseguir dizer se alguém é chinês ou coreano acho que o lance é conseguir dizer se vc está conversando com o Ching ou com a Lee, na minha opinião. Pra mim esse era o maior ponto da pesquisa, que tinha a ver com particularidades específicas da fisionomia dentro de uma mesma etnia. Sei lá.
Bom, de qualquer forma é difícil mesmo. E eu tenho que dizer que tenho a maior dificuldade de particularizar indivíduos indígenas e nórdicos. Acho todo mundo igual. Mas japonês não! Japonês não é tudo igual!!
Hahaha.
Bjs

Marcia said...

Bem, acertei a chinesa e as outas 2 me deixaram confusa. É, confesso que tenho dificuldade tbm.
Mas tudo igual mesmo é esse povo de modinha. Fui num bar na V. Olímpia (raridade!) e as meninas tinham o mesmo corte de cabelo, loiro ou preto, mesma roupa, mesmos sapatos... Sorte das diferentes!
Bjs!

Carolina Castanheira said...

Eu gostei do comentário da Lú e fiquei feliz de saber que existe uma resposta para o fato de eu, apesar de não japa, não achar japonês tudo a mesma cara. É porque passei muito tempo socializando... Sempre gostaria de socializar mais, mas a distância nem sempre permite...